Proteja seu PC
Os Perigos que Rondam seu Sistema & Como Escolher seu Kit de Proteção
PYP Informática: Sua Fonte Segura de
Informação.
© 1997-2008 by Francisco Panizo Beceiro |
Introdução:
Sua casa é seu castelo, diz o ditado, e sua casa virtual, o PC, deve ser
igualmente segura. Mas proteger ambos exige vigilância contra uma
multiplicidade de invasores, que variam dos meramente irritantes aos
realmente perigosos.
Assim como você precisa proteger-se contra ladrões que tentam invadir sua
casa ou seu escritório para fazer vandalismos e roubar, é necessário repelir
vírus e hackers que tentam arrombar seu PC para causar estragos e surrupiar
dados pessoais ou da empresa valiosos. E, da mesma forma que o pessoal de
telemarketing pode perturbar seu jantar, download carregado de software
espião e mensagens de spam intermináveis podem acabar com seu apetite de se
conectar.
Você pode proteger o computador como faz com a casa ou o escritório, aliando
estratégia a ferramentas certas. Neste artigo, apresentamos os perigos que
rondam seu sistema e descobertas que vão ajudá-lo a escolher os melhores
utilitários para seu kit de ferramentas de proteção: antivírus, firewalls,
software que bloqueia a entrada de intrusos, programas e serviços anti-spam
que desviam as estilingadas e as flechas das táticas de e-mail marketing.
Acabe com os vírus:
Seu programa antivírus deve ser rigoroso, preciso e
veloz. Do contrário, você não vai usá-lo — e negligenciar a vigilância é
muito perigoso. Entre 200 e 300 vírus circulam no mundo por mês. Esses
números vêm da WildList, uma lista mensal, reconhecida internacionalmente,
de pragas que estão à solta.
O principal método de captura empregado por um antivírus é checar o código
suspeito com um banco de dados de “assinaturas” de pragas conhecidas. Essas
bases incluem entradas atuais e anteriores da WildList, bem como dezenas de
milhares de pragas de laboratórios que usam truques que serão explorados por
futuros vírus. Os antivírus também utilizam métodos como a heurística em um
esforço contínuo para reconhecer comportamentos semelhantes em novas
ameaças.
» O antivírus mais desejado
Os vírus de hoje, além de mais potentes do que seus antecessores,
disseminam-se muita mais rápido. Nos anos 80, os vírus do setor de boot
espalhavam-se por meio de disquetes trocados entre as pessoas. Em fins dos
anos 90, o e-mail transportou vírus de macro em documentos Word anexados às
mensagens.
Hoje, o perigo vem, sobretudo, dos worms de envio de massa – vírus que se
replicam seqüestrando agendas de endereços eletrônicos e se enviando para
diversos destinatários. O LoveLetter, por exemplo, era um vírus de script
Visual Basic. Agora a maioria dos worms desse tipo são programas autônomos,
como o SirCam e Klez, e representam a maior fatia do total de infecções. Os
vírus de macro ocupam um distante segundo lugar e os de script vêm em um
terceiro próximo. Os vírus do setor de boot correspondem a apenas 1% das
contaminações.
Antivírus: Como testamos:
O AV-Test.org realizou todos os testes de antivírus em
PCs com Pentium III de 800 MHz, 256 MB de memória e unidades de disco rígido
de 30 GB; cada sistema usou a versão final original do Windows XP
Professional. A imagem das unidades de disco originais foi restaurada antes
da instalação de cada antivírus. Definições de antivírus foram atualizadas
para todos os produtos.
Os testes de pragas que já estão à solta foram realizados com base em
amostras da WildList de fevereiro de 2002. Cada um dos 207 vírus foi
representado de duas formas, para um total de 414 arquivos infectados. Vírus
de boot foram armazenados em disquetes; todos os outros foram armazenados
nas unidades de disco rígido dos sistemas de teste. O AV-Test.org mediu as
taxas de detecção no caso de uma varredura completa das unidades infectadas
e de acesso a arquivos.
Os testes com vírus de laboratório seguiram os mesmos procedimentos
das varreduras completas anteriores, usando 13.007 vírus ou variantes de
vírus diferentes em 42.522 arquivos infectados.
Antivírus é a salvação?
Os desenvolvedores de antivírus reagiram razoavelmente bem às ameaças, a
julgar pela nossa avaliação de sete produtos: ETrust EZ Antivirus 5.4, da
Computer Associates, Anti-Virus Personal Pro 4, da Kaspersky Lab, McAfee
VirusScan 6.02, da Network Associates, Virus Control 5.2, da Norman,
Antivirus Platinum 6.25, da Panda, Norton AntiVirus 2002, da Symantec, e
PC-cillin 2002, da Trend Micro. Avaliamos programas destinados para uso em
casa ou em pequenos escritórios, mas as desenvolvedoras também oferecem
licenças multi-estações ou linhas de produtos baseadas em servidor.
Os produtos da Symantec, da Kaspersky e da McAfee foram mais eficientes na
tarefa de extermínio dos vírus, mas o Norton ganhou o Best Buy graças à
interface intuitiva.
Para avaliar os programas, foi feita uma parceria com o AV-Test.org (http://av-test.org),
um órgão dirigido pela Universidade de Magdeburg, na Alemanha. O laboratório
testou inicialmente como os programas lidavam com a WildList de 2002,
composta de 207 vírus reunidos em 414 arquivos. Usando as configurações
padrões de cada programa e as atualizações de assinaturas mais recentes,
medimos as taxas de detecção tanto de uma varredura completo da unidade do
disco rígido quanto de um de acesso a arquivos (detecção feita quando um
arquivo é copiado ou aberto). Dos programas avaliados, seis identificaram a
presença de, no mínimo 99% dos vírus que estavam à solta, resultado
esperado, já que todos os desenvolvedores rastreiam regularmente a WildList.
As varreduras só fracassaram no vírus do setor de boot. O PC-cillin, da
Trend Micro, deixou passar todos os 22 vírus do setor de boot durante nossos
acessos aos arquivos. Depois de alertada, a Trend Micro distribuiu uma
correção que permitiu ao PC-cillin descobrir todos os vírus do setor de boot
nos testes de unidade de disco rígido e acesso a arquivos.
Para os testes de vírus de laboratório, mais difíceis (9.138 vírus em 42.426
arquivos infectados), o AV-Test.org ativou as configurações de segurança
mais alta das aplicações. Os arquivos incluíam muitos milhares de cavalos de
Tróia e programas backdoor – anexos ou downloads que se mascaram de arquivos
úteis, mas contêm elementos destrutivos ou podem abrir seu sistema para
hackers. (A WildList não mantém o rastro dessas ameaças, mas são monitoradas
em outra lista menos conhecida, a TrojanList.) O AV-Test.org também testou
vírus polimorfos e worms, que sofrem mutação à medida que se propagam,
tornando-se mais difíceis de serem reconhecidos pelos antivírus.
O Kaspersky Anti-Virus, o McAfee VirusScan e o Norton AntiVirus foram os
melhores nos testes com vírus de laboratório. Também descobrimos algumas
sentinelas sonolentas. O ETrust EZ Antivirus falhou em mais da metade dos
cavalos de Tróia e programas backdoor e em mais de um quarto dos vírus de
script. O Norman Virus Control e o Panda Antivirus Platinum deixaram de
detectar cerca de 20% dos vírus polimorfos.
Os vírus de hoje, além de mais potentes do que seus antecessores,
disseminam-se muita mais rápido. Nos anos 80, os vírus do setor de boot
espalhavam-se por meio de disquetes trocados entre as pessoas.
Entrar onde não é chamado
Tão importantes quanto os tipos de praga que um antivírus é capaz de
detectar são os locais onde eles vasculham. Seu protetor contra pestes
virtuais, por exemplo, deve cavar arquivos compactados – até os arquivos .ZIP
dentro de arquivos .ZIP. Também deve analisar anexos em e-mails. Onde
encontrar uma infecção, o programa deve removê-la sem destruir arquivos
valiosos.
Os produtos da Kaspersky e McAfee foram os que melhor se saíram com arquivos
compactados, com o da Panda logo atrás. O desempenho dos outros antivírus
ficou entre mediano e fraco. O pior: Etrust, que só pegou dois de cada 24
vírus compactados. Os antivírus Kaspersky, McAfee, Norton, Panda e PC-cillin
interceptam e analisam os anexos presentes nas mensagens eletrônicas antes
que elas aterrissem no disco rígido. Mas o Norton e o PC-cillin só trabalham
com programas de correio compatíveis com POP3 e o Kaspersky só funciona com
Outlook, Outlook Express e programas-cliente do Exchange, da Microsoft. O
Panda varre anexos POP3, Exchange e até AOL.
Ao encontrar um vírus, a maioria dos produtos removeu-o sem danificar os
arquivos, mas somente o Norton fez um trabalho perfeito. O ETrust teve os
resultados mais fracos: reparou com êxito apenas 18 dos 30 arquivos de teste
infectados.
Aparência
Testes de laboratório só contam parte da história. O antivírus mais
sofisticado é inútil se você não souber como usar. Com novas pragas
aparecendo o tempo todo, a fácil atualização de definições de vírus é
essencial. Os programas testados, exceto o Etrust, oferecem atualizações
agendadas automáticas; mas nossa aprovação nesse quesito vai para o Norton,
que, por padrão, verifica a existência de novas atualizações assim que você
o instala e a cada quatro horas depois.
O Norton merece destaque por ter a interface mais lógica também. De um mesmo
lugar, você tem acesso ao status e a configurações do programa e pode ativar
varreduras no sistema. Também pode acessar a ótima base de conhecimento da
Symantec, na Web, para se informar sobre vírus.
Outras soluções, como a da Kaspersky, têm uma curva de aprendizado íngreme,
mas o Norton é fácil de dominar. E, depois de instalado, examina a unidade
de disco rígido e ativa cada recurso caçador de vírus relevante. Muitos
concorrentes não fazem isso. Esses recursos excelentes, mais a proeza em
caçar vírus, fizeram do Norton nosso Best Buy.
Barrados no baile
Embora ofereça proteção contra muitos programas maliciosos, o antivírus
talvez não seja capaz de acabar com todos os tipos de ameaça. Um hacker pode
tentar bisbilhotar seu sistema em busca de senhas privadas, por exemplo,
você pode baixar um arquivo ou receber um documento anexo por e-mail
contendo um programa backdoor ou um cavalo de Tróia que rouba dados ou
explora vulnerabilidades. Um firewall o defende dessas categorias de
ataques, vigiando continuamente todos os dados que entram e saem do sistema.
Analisamos seis firewalls baseados em software – BlackICE PC Protection 3.5,
da Internet Security Systems, McAfee Firewall 3.02, da Network Associates,
Personal Firewall Pro 5, da Sygate Technologies, Norton Personal Firewall
2002, da Symantec, Freedom Personal Firewall 3.2, da Zero-Knowledge Systems,
e ZoneAlarm Pro 3, da Zone Labs – para descobrir qual fornece a melhor
proteção sem interferir com aplicações comuns, nem inundar o PC com falsos
alarmes. Para fins de comparação, também examinamos o Internet Connection
Firewall que acompanha o Windows XP (mas é desativado por padrão). O AV-Test.org
realizou todos os testes de laboratório em sistemas Windows XP Professional,
usando as configurações de segurança padrões dos firewalls.
Ficamos muito bem impressionados com o Personal Firewall Pro 5, da Sygate, e
o ZoneAlarm Pro 3, da Zone Labs, que mereceram nosso prêmio Best Buy. O
produto da Sygate se destaca por oferecer o controle mais rígido sobre a
comunicação entre programas habilitados para Internet. O ZoneAlarm Pro ficou
ainda melhor depois do acréscimo de novas ferramentas de bloqueio de
anúncios, filtragem de e-mail e um tutorial de configuração aprimorado.
Tanto o produto da Sygate quanto o da Zone Labs também estão disponíveis em
edições gratuitas que fornecem os recursos de firewall básicos.
O que entra? O que sai?
A principal tarefa de um firewall é monitorar cada um dos endereços de porta
TCP e UDP possíveis que seu sistema usa para se comunicar com outros
computadores. Se nenhuma aplicação no sistema estiver usando uma determinada
porta, o firewall deverá repelir os pacotes de dados destinados a ela.
A maioria dos ataques externos são simples varreduras de porta, resultado
das tentativas de hackers de descobrir servidores mal configurados,
vulneráveis. Considerando-se que poucos usuários mantêm aplicações
servidoras de FTP, Telnet e Web que os hackers costumam procurar, essas
tentativas de conexão, em geral, são inofensivas. Por outro lado, cavalos de
Tróia, programas backdoor e falhas de configuração – habilitar o
compartilhamento de arquivos sem restrições, por exemplo – podem abrir
vulnerabilidades e dar aos hackers a capacidade de copiar ou remover
arquivos ou assumir o controle de seu PC e usá-lo como uma plataforma para
lançar ataques a servidores comerciais.
Usando aplicações de varredura de porta comuns em todos os firewalls
(incluindo o do Windows XP), descobrimos que a maioria deles protege todas
as portas contra ataques. Porém, nas configurações padrões com o acesso à
Internet habilitado, o BlackICE PC Protection, o Norton Personal Firewall e
o McAfee Firewall não fecharam a porta 5000, que o recurso Universal Plug
and Play das versões recentes do Windows usa para detectar dispositivos
conectados em rede. Poucos produtos são compatíveis com UPnP atualmente, mas
o recurso vem habilitado por padrão no Windows XP, abrindo uma porta do
servidor. Um representante da McAfee diz que talvez a desenvolvedora
acrescente uma caixa de seleção às versões mais novas do firewall para que
os usuários fechem a porta 5000. Quando você estiver lendo este artigo, o
Norton deverá ter uma nova regra de firewall que você poderá baixar para
fechar a porta.
O BlackICE não só deixa a porta 5000 aberta, como também não fecha nenhuma
porta acima do número 1.024. Segundo a ISS, se o nível de segurança padrão
Cautious é mudado para Nervous, todas as portas TCP são fechadas; o nível
mais alto, Paranoid, fecha todas as portas UDP também.
De olho nas aplicações
O maior perigo para a maioria dos PCs não está nos ataques externos, mas nos
internos: cavalos de Tróia e programas backdoor que você instala porque
parecem ser downloads úteis ou anexos de e-mail inofensivos. Depois que se
escondem no seu sistema, esses programas podem transformá-lo em um servidor
vulnerável, abrindo portas para invasores ou coletando dados – tais como
senhas – e os enviando a hackers. Um antivírus atualizado é a primeira linha
de defesa contra cavalos de Tróia e código backdoor, mas, se um deles
consegue entrar, então um firewall é quem vai fornecer a proteção mais
eficaz.
O firewall do Windows XP só monitora ataques externos, mas os outros seis
produtos analisados tentam impedir a ação de cavalos de Tróia e programas
backdoor, controlando quais aplicações no seu sistema podem conectar com que
servidores remotos. A maior parte dos firewalls avisa quando uma aplicação
quer ter acesso à Internet e possibilita que você conceda ou negue a
permissão. O Norton Personal Firewall, da Symantec, facilita o processo de
identificação usando um banco de dados de assinaturas de aplicações
conhecidas e seguras – por exemplo, navegadores Web e programas-cliente de
correio eletrônico – para configurar regras de acesso automaticamente. Se a
aplicação não constar no banco de dados, o Norton lhe pede para estabelecer
permissões.
Infelizmente, o Norton não nos alertou quando substituímos uma aplicação
autorizada por outra que tinha o mesmo nome de arquivo – truque que um
cavalo de Tróia ou programa backdoor poderia tentar usar para passar pelo
firewall. O Norton pediu permissão para que o programa substituto fosse
executado, mas o identificou apenas pelo nome de arquivo. Da mesma forma, o
BlackICE PC Protection e o McAfee Firewall não observaram que o arquivo
original tinha sido alterado.
O BlackICE também apresentou outros problemas. Em análises anteriores,
conferimos o Best Buy a versões passadas do programa por causa da sua
habilidade em bloquear e rastrear ataques vindos de fora. Desta vez, demos
mais atenção a controle sobre as aplicações, um recurso novo na versão
atual, mas que não satisfez os requisitos. Por padrão, o BlackICE garante
privilégios de Internet completos a qualquer aplicação já instalada no seu
PC. Por causa dessa configuração, foi o único firewall (além do existente no
Windows XP) que não conseguiu bloquear um programa backdoor pré-instalado no
nosso sistema de teste. Você pode restringir aplicações depois de instalar o
BlackICE, mas, para isso, tem que examinar a lista com centenas de arquivos
executáveis instalados no PC e configurar regras para cada um deles.
A estrela dos testes de controle sobre aplicações, o Personal Firewall Pro,
da Sygate, foi o único firewall que resistiu às nossas tentativas de
fechá-lo usando uma aplicação de monitoramento de sistema de terceiros,
simulando um truque que alguns cavalos de Tróia e worms empregam para
desabilitar o software de segurança do PC.
Feedback e controle
A maioria dos seis programas não Microsoft testados faz um bom trabalho ao
reportar possíveis ataques externos: muda o ícone da bandeja do sistema do
utilitário, abre uma caixa de diálogo de alerta, emite algum som ou faz as
três coisas ao mesmo tempo. Mas os alertas do Freedom Personal Firewall são
um pouco vagos e você não perde muita informação, mantendo-os desabilitados,
como estão por padrão. Todos os seis produtos exibem relatórios em tempo
real sobre tráfego suspeito que entra no PC, mostrando o endereço IP de
origem, o tipo de ataque e, na maior parte dos casos, a gravidade. Além
disso, Freedom, Sygate e ZoneAlarm usam a ferramenta de rastreio Who-is que,
às vezes, localizam com precisão a origem. O firewall da Sygate também
permite traçar uma rota que mostra o caminho exato que o ataque tomou, da
origem até o seu PC. Ambas as técnicas ajudam a identificar o provedor de um
provável invasor para que você possa denunciar o abuso.
No que diz respeito às aplicações, todos os firewalls não Microsoft, exceto
o Freedom, permitem que você manipule configurações de controle e
especifique se um programa pode estabelecer uma comunicação externa (atuando
como um cliente) ou receber pedidos de conexões iniciadas remotamente
(atuando como um servidor). A Sygate oferece o maior nível de controle,
possibilitando que você determine até dias e horários em que um programa
pode comunicar-se.
Proteja-se com hardware
Muitos escritórios pequenos e residências conectadas usam gateways/roteadores
baratos para compartilhar a conexão com a Internet, arquivos e impressoras
ou outros periféricos. Os fabricantes desses equipamentos, com freqüência,
anunciam firewalls embutidos. Como esse tipo de proteção se compara a um
firewall baseado em software?
Usando o Network Address Translation and Dynamic Host Control Protocol, um
gateway/roteador básico distribui endereços IP privados a computadores na
rede. O equipamento transforma esses endereços privados no endereço IP
público durante o processo de envio de dados a servidores de Internet. Como
não possuem seus próprios endereços IP públicos, os PCs individuais devem
estar protegidos de ataques externos.
Roteadores mais caros acrescentam outras salvaguardas, incluindo Stateful
Packet Inspection (SPI), que examinam tanto os cabeçalhos dos endereços
quanto o conteúdo dos pacotes de dados em busca de sinais de comportamento
suspeito. Vários firewalls baseados em software que analisamos também usam
SPI. Em compensação, firewalls que utilizam regras estáticas só examinam os
cabeçalhos de endereços e são mais suscetíveis a ataques avançados que
disfarçam a verdadeira origem do pacote.
Porém, nem mesmo os firewalls baseados em hardware avançados conseguem
realizar a checagem de aplicação que os produtos de software fazem. E os
fabricantes de hardware de firewall concordam que o software adiciona uma
camada de proteção extra.
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