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O Sistema de Ativação do Windows XP

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A Microsoft está alterando sua política de controle de cópias e licenciamento, para ser utilizado em seu novo Sistema Operacional o Windows XP. O Windows XP, já tinha sido liberado para integradores em 24 de agosto último, e deverá chegar às prateleiras das lojas de informática no próximo dia 25 de outubro, segundo o cronograma da Microsoft.

WPA tentará deter a pirataria
A Windows Product Activation (WPA) é o nome da nova tecnologia da Microsoft, criada para reduzir as chamadas cópias casuais do seu software, que acontecem, por exemplo, quando se instala uma mesma licença do produto em vários PCs, e que serve principalmente para diminuir a pirataria de seu produto. A WPA cria um identificador numérico para o hardware do PC, analisando dez diferentes componentes. 

A inclusão dessa tecnologia está sendo combatida por muitos usuários, principalmente os corporativos, e empresas de informação tecnológica, como a PC-Plus inglesa, entre outras. Eles alegam que a obrigação de comunicar cada nova reinstalação do produto à Microsoft, seja pela Internet, seja pelo suporte telefônico, acarretará inúmeros transtornos, e principalmente demoras inaceitáveis no trabalho dos profissionais de Suporte das empresas.

O que é a Tecnologia WPA
Segundo a fabricante, o dado é transmitido para a Microsoft junto com a chave de ativação do software (código com 25 caracteres encontrado no CD e fornecido durante a instalação). Aqueles sem acesso à Internet precisam ligar para a Microsoft e ler os dois códigos para o atendente. Assim, se o sistema for reinstalado, digamos, depois de uma atualização de hardware, o WPA gera o identificador numérico novamente e o envia aos servidores da Microsoft que o checa mais uma vez em posse do código original. Se os dois números forem significativamente diferentes, o PC não poderá ser usado com o sistema até que o usuário entre em contato com a Microsoft.

Embora a tecnologia tenha recebido críticas das pessoas e empresas que atualizam constantemente seus equipamentos e que temem ser injustamente taxadas de piratas de software, a Microsoft afirma que os usuários não serão importunados, a menos que vários componentes de hardware sejam alterados em um curto período de tempo.

Todas as alterações de hardware terão que acontecer em quarto meses para que o Product Activation dispare um alarme. A Microsoft modificou o procedimento para permitir que os usuários tivessem seu histórico passado a limpo a cada 120 dias. Na teoria, transcorridos esses 120 dias, seria possível instalar o Windows XP em um segundo PC e assim duplicar o identificador alfanumérico sem disparar um alerta.

A Microsoft reconhece que algumas pessoas poderão usar essa prática, mas assumirá que o usuário está sendo honesto. Porém, isso não significa que eles devam quebrar o acordo de licenciamento. Se a companhia se der conta de que uma mesma cópia está sendo usada em diferentes PCs, suspeitará de uma possível ativação e então dará início a uma investigação.

Mais Detalhes
A controvérsia em torno do sistema operacional, que anteriormente estava sendo chamado pelo codinome Whistler está sendo causada pelo Windows Product Activation, um novo e rígido esquema de proteção anticópia que exige que o consumidor entre em contato com a Microsoft para obter um número de identificação em um processo separado do itinerário de registro comum. Durante a instalação, o Windows Product Activation irá vasculhar o hardware do seu sistema e criar uma "impressão digital" que deverá ser enviada para a Microsoft junto com a chave personalizada do produto dentro de 30 dias após a aquisição da cópia. Caso o usuário modifique as características do sistema gravadas na "impressão digital", ao fazer a atualização de uma placa de vídeo, disco rígido ou outros componentes, é possível que seja necessário ligar para um representante da Microsoft para convencê-lo de que você não está usando software pirata antes que possa usar o sistema novamente.

Este recurso, que poderia impedir algumas instalações, não é o único problema em potencial para o upgrade. A Microsoft já está antecipando que o XP pode entrar em conflito com o BIOS, o hardware e os aplicativos de alguns sistemas. Como resultado, instalar o novo sistema pode ser um grande problema para os usuários que não possuem um PC de última linha, exigindo pelo menos 1 GB de espaço livre no disco rígido, um CPU Pentium III de 233 MHz e 64 MB de memória RAM.

Contudo, o Windows XP traz a estabilidade e a segurança do Windows 2000 e promete ter ainda mais recursos que o Windows ME nas aplicações de fotografia, áudio e vídeo digitais. O Windows XP também inclui o popular recurso do Windows ME que pode recuperar a configuração do sistema para deixá-la como estava antes da instalação de algum aplicativo ou driver problemático.

O Windows XP vai ser vendido em duas versões: o Professional, orientado para aplicações de negócios, entrando no mercado para substituir o Windows 2000, e o Home Edition, ocupando o lugar do Windows ME na linha de sistemas da Microsoft focados no usuário final.

Redução de preços para atualização múltipla
A Microsoft também está oferecendo uma redução de preço para aqueles que comprarem várias cópias de atualização para o Windows XP. Um novo programa de licenciamento chamado Additional Family License permitirá que se compre uma cópia de atualização por US$199 para o Windows XP Professional ou US$ 99 (a atualização) e tenha direito a códigos de ativação por US$ 8 a US$12 menos do que o valor cobrado pelo software em caixas de prateleiras. O mesmo CD de instalação poderá ser usado para as atualizações, usando diferentes códigos de ativação.

De acordo com a Microsoft, o Additional Family License não foi criado apenas por motivos financeiros, mas para tornar o processo de atualização mais simples para aqueles que compram o Windows XP para um PC e depois decidem colocá-lo em vários sistemas. Como as licenças adicionais serão vendidas on-line, o programa evita que o usuário volte às lojas ou compre uma outra caixa do produto. Além disso, a Microsoft poupa dinheiro com embalagem, remessa e CDs.

Alterações de última hora
Na versão definitiva do XP, a Microsoft apresentou várias pequenas mudanças, em relação às versões anteriores de teste.

O Windows Media Player for XP, no Release Candidate 2, podia transformar CDs de áudio em CDs de arquivos MP3 de 56 bits. A versão final, porém, não tem o recurso incluído. O usuário terá que pagar US$ 10 para fazer o download de alguns plug-ins de terceiros para realizar essa tarefa.

Além disso, outra mudança aconteceu no Windows MovieMaker. O aplicativo básico para edição de vídeo do Windows XP, que a princípio só poderia trabalhar na resolução de 320 pixels por 240 pixels, poderá ser utilizado com resolução de 640 pixels por 480 pixels quando o Windows XP for lançado. Segundo a Microsoft, bastará ao usuário fazer o download de uma atualização.

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